Passou mais um dia.
Em que a terra girou e não me apresentaram a sua nova versão visual.
Preferia o antigo modelo de mundo intelectual.
Internamente incomodado por seus tremores e vulcões.
Temos sorte demais de deixar o passado pra trás.
Porque no presente sempre existe uma oportunidade de paz.
E a fé se apresenta da maneira mais certa.
Controla a erupção e deixa a porta aberta.
Para uma nova oportunidade.
De retomar uma vida concreta.
Porque nem sempre a palavra correta te garante um lugar na fila da frente.
Deixe ela caminhar a sua frente.
Ela vai andando entre todos pisoteando a cabeça da serpente.
Com fé.
Ela é seu escudo na luta.
Não te deixa olhar pra o passado porque não mais importa.
Intercedendo por nós Maria a rainha da paz.
A mulher que conduz ao menino Jesus.
No fim da caverna escura ela é a luz em mais uma batalha de guerra interna.
Que te levanta quando cai te tornando tão forte quanto a um urso.
Te coloca de volta no caminho da luta.
Que você segue até encontrar seu pote de mel.
Seu pedaço de céu.
Na vida que se ajusta.
Na beleza mais justa.
Na sua ação e conduta.
Mesmo não falando o mesmo idioma na Torre de Babel.
Você é uma celebridade pra quem te olha lá do céu.
No roteiro da vida.
Buscando ser o exemplo mais profundo dentro de casa.
Num mundo de guerra lutando pela paz.
Vencendo os obstáculos e os monstros que habitam os castelos de papel.
Onde os reis de mentira não conseguem compreender que quem governa a luz.
É Maria ao lado de Jesus.
A Rainha da Paz.
DEZ_NECESSÁRIOS TEXTOS DO COTIDIANO !
Contém textos cotidianos com autoria de Fábio Atala.
domingo, 20 de maio de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
O Lobisomem - Série Bruto Rústico e Sistemático.
Eu podia sentir no ar.
Lobisomen em noite chuvosa de lua cheia tem cheiro de cachorro molhado.
O barulho no telhado.
O uivo do perturbado.
Eu estava disposto a vingar o sumiço do seu tio avô Juca.
Todos os dias que via a moto do Juca no celeiro.
Eu esperava ansioso pra enfrentar aquele pesadelo.
Eu armei meu rifle com uma só bala de prata.
Galo nenhum ia sumir mais do galinheiro.
Eu estava no celeiro esperando ele abrir a porta.
Rifle apontado na direção da fechadura.
Pilão com luz acesa.
Para assustar o bicho da escuridão.
Ninguém passa seu avô para trás.
Aqui o fumo de palha é de folha de macacheira.
Aqui a bota é de couro de jacaré.
Aqui Crocodilo Dundee é um piá de prédio.
Comigo não ia ter vez.
Para aquele bicho esquisito.
Lobisomen não é homem para enfrentar o filho da bisavó Anastácia.
O irmão do seu tio avô Juca.
Meu rifle faz mais estrago que uma bazuca.
E meu santo é do mato.
É do encaixe é do pasto.
É São Jorge no Cavalo.
É uma coruja em noite de tocaia.
Vem pro celeiro seu maldito demônio de pelo.
Eu estava com meu chapéu e minha velha calça jeans.
Então o ranger de madeira cedendo.
A ansiedade correndo a pele, a porta do celeiro abrindo.
Eu esperei ele se aproximar pronto para atirar.
A testa do animal do mal na minha mira.
Mas eu queria era olhar o bicho no olho.
E foi então que vi um olhar familiar.
Os olhos verdes da sua bisavó Anastácia.
Herdados no DNA do tio avô Juca.
Eu fiquei hipnotizado.
Rifle apontado para fechadura.
Enquanto o lobisomem.
Fugia com a moto do celeiro.
Lobisomen em noite chuvosa de lua cheia tem cheiro de cachorro molhado.
O barulho no telhado.
O uivo do perturbado.
Eu estava disposto a vingar o sumiço do seu tio avô Juca.
Todos os dias que via a moto do Juca no celeiro.
Eu esperava ansioso pra enfrentar aquele pesadelo.
Eu armei meu rifle com uma só bala de prata.
Galo nenhum ia sumir mais do galinheiro.
Eu estava no celeiro esperando ele abrir a porta.
Rifle apontado na direção da fechadura.
Pilão com luz acesa.
Para assustar o bicho da escuridão.
Ninguém passa seu avô para trás.
Aqui o fumo de palha é de folha de macacheira.
Aqui a bota é de couro de jacaré.
Aqui Crocodilo Dundee é um piá de prédio.
Comigo não ia ter vez.
Para aquele bicho esquisito.
Lobisomen não é homem para enfrentar o filho da bisavó Anastácia.
O irmão do seu tio avô Juca.
Meu rifle faz mais estrago que uma bazuca.
E meu santo é do mato.
É do encaixe é do pasto.
É São Jorge no Cavalo.
É uma coruja em noite de tocaia.
Vem pro celeiro seu maldito demônio de pelo.
Eu estava com meu chapéu e minha velha calça jeans.
Então o ranger de madeira cedendo.
A ansiedade correndo a pele, a porta do celeiro abrindo.
Eu esperei ele se aproximar pronto para atirar.
A testa do animal do mal na minha mira.
Mas eu queria era olhar o bicho no olho.
E foi então que vi um olhar familiar.
Os olhos verdes da sua bisavó Anastácia.
Herdados no DNA do tio avô Juca.
Eu fiquei hipnotizado.
Rifle apontado para fechadura.
Enquanto o lobisomem.
Fugia com a moto do celeiro.
domingo, 1 de abril de 2012
Bola de Cristal
Uma bola de futebol bate na janela do meu quarto.
Pulo da cama no susto.
E lá fora tá ele.
Um garoto com um olhar fixo.
Está ali a pedir a bola.
Talvez um futuro jogador de futebol.
Talvez um futuro homem mau... Detonador de janelas alheias.
Não, não com aquele olhar.
Eu conheço um olhar bom quando vejo um.
Talvez fosse a reencarnação de Buda.
Nem tanto.
Talvez só um garoto sem futuro.
Ou um futuro pacifista.
Um díscipulo de Mahatma Gandi.
Um grande líder.
Um líder do bem.
Um governante.
Um presidente.
Um idealista.
Talvez um médico, um analista, um dentista.
Talvez me ajude a carregar a sacola do mercado quando velho.
Talvez lidere um exército.
Talvez ordene que baixem as armas.
Talvez conquiste almas.
Ou seja apenas um brilhante jogador de futebol.
Talvez só queira de volta o objeto do jogo.
Talvez seja destaque na escola.
Ou um predestinado.
Olho bem fixo nos olhos dele, pra entender em qual estrada ele vai seguir.
- Pai devolve logo essa bola!
Pulo da cama no susto.
E lá fora tá ele.
Um garoto com um olhar fixo.
Está ali a pedir a bola.
Talvez um futuro jogador de futebol.
Talvez um futuro homem mau... Detonador de janelas alheias.
Não, não com aquele olhar.
Eu conheço um olhar bom quando vejo um.
Talvez fosse a reencarnação de Buda.
Nem tanto.
Talvez só um garoto sem futuro.
Ou um futuro pacifista.
Um díscipulo de Mahatma Gandi.
Um grande líder.
Um líder do bem.
Um governante.
Um presidente.
Um idealista.
Talvez um médico, um analista, um dentista.
Talvez me ajude a carregar a sacola do mercado quando velho.
Talvez lidere um exército.
Talvez ordene que baixem as armas.
Talvez conquiste almas.
Ou seja apenas um brilhante jogador de futebol.
Talvez só queira de volta o objeto do jogo.
Talvez seja destaque na escola.
Ou um predestinado.
Olho bem fixo nos olhos dele, pra entender em qual estrada ele vai seguir.
- Pai devolve logo essa bola!
sábado, 3 de março de 2012
Mortais
Inspirado na músicas 3x4 - Engenheiros do Hawaii
Feitos do melhor material.
Concretos cimentados com sonhos reais.
Atos naturais.
Perfeitos por não sermos iguais.
Inperfeitos mais todos normais.
Fazemos o nosso melhor.
Somos aquilo que não se pode perder.
Seguros, imaturos e maduros de mais.
Conhecidos de outros carnavais.
Pra nos merecer tem que ser capaz.
De mostrar um coração puro.
Um carater afiado e amolado na espada de um guerreiro.
Somos herdeiros do bem natural.
Do mundo real.
De coração sobrenatural.
Porque nascemos para fazer o melhor.
Acreditamos por não deixar de buscar.
Vivemos colados na luta.
Legendários de fé e esperança.
Colecionadores de almas.
Protegidos pelo escudo esculpido por Deus.
Somos o que não se pode impedir.
O que pediu pra nascer.
O que sente prazer em existir.
Somos o caminho natural.
O que torna um passo imortal.
Somos o melhor material mortal.
Somos o que se pode aprender.
O que não tem medo de errar.
O que se torna capaz de vencer.
Antes mesmo da luta começar.
Somos as palavras mais sábias.
Somos os erros mais simples.
Os videntes do passado.
Os que não tem medo do futuro.
Somos perfeitos a luz dos olhos teus.
Somos claros e escuros seguros e indecisos.
Somos passado e futuro.
Somos alma e coração.
Somos a solidão a dois, somos escuro.
Somos a companhia mais clara, a luz que brilha no fim do túnel.
A idéia mais rara.
A prevenção do futuro.
Somos previnidos e precavidos demais.
Somos livres no mundo.
Somos dos grandes centros, do mar.
Do interior das capitais.
Somos todos iguais e nada normais.
Somos normais por não sermos iguais.
Somos apenas mortais.
Capazes de criar reações imortais.
Feitos do melhor material.
Concretos cimentados com sonhos reais.
Atos naturais.
Perfeitos por não sermos iguais.
Inperfeitos mais todos normais.
Fazemos o nosso melhor.
Somos aquilo que não se pode perder.
Seguros, imaturos e maduros de mais.
Conhecidos de outros carnavais.
Pra nos merecer tem que ser capaz.
De mostrar um coração puro.
Um carater afiado e amolado na espada de um guerreiro.
Somos herdeiros do bem natural.
Do mundo real.
De coração sobrenatural.
Porque nascemos para fazer o melhor.
Acreditamos por não deixar de buscar.
Vivemos colados na luta.
Legendários de fé e esperança.
Colecionadores de almas.
Protegidos pelo escudo esculpido por Deus.
Somos o que não se pode impedir.
O que pediu pra nascer.
O que sente prazer em existir.
Somos o caminho natural.
O que torna um passo imortal.
Somos o melhor material mortal.
Somos o que se pode aprender.
O que não tem medo de errar.
O que se torna capaz de vencer.
Antes mesmo da luta começar.
Somos as palavras mais sábias.
Somos os erros mais simples.
Os videntes do passado.
Os que não tem medo do futuro.
Somos perfeitos a luz dos olhos teus.
Somos claros e escuros seguros e indecisos.
Somos passado e futuro.
Somos alma e coração.
Somos a solidão a dois, somos escuro.
Somos a companhia mais clara, a luz que brilha no fim do túnel.
A idéia mais rara.
A prevenção do futuro.
Somos previnidos e precavidos demais.
Somos livres no mundo.
Somos dos grandes centros, do mar.
Do interior das capitais.
Somos todos iguais e nada normais.
Somos normais por não sermos iguais.
Somos apenas mortais.
Capazes de criar reações imortais.
sexta-feira, 2 de março de 2012
A Máscara de Carnaval (Linha Retrô)
Correu até o rádio.
Aumentou o som da música do Tom Zé.
Perguntou então do Seu José?
O da Padaria que dividia com o açougue o prédio amarelo.
Grifado 1910 no cimento.
Não queria saber do aumento da inflação.
Só do seu pacote de pão.
De um quilo da alcatra ou de filé mignon.
Pro café da manhã.
E para o almoço.
Que é a única coisa que se repete da mesma forma de quando ele era Moço.
O sino da igreja agora lhe acende uma chama.
E na cama a coberta é mais grossa.
A dor que lhe dá nas costas.
Não provém do colchão.
Vem da idade.
Da saudade da menina com a venda nos olhos na noite de Carnaval.
E o sol que ainda nasce igual.
Chora de saudade.
Numa chuva de verão.
Nas lágrimas dos olhos de um jovem esperto.
De um velho turrão.
A recordação concretizada em cimento no prédio do açougue.
Na receita do Pão.
O que divide o poder de Reação.
De um Jovem para um Velho Turrão.
É desvendar o segredo que existe por trás da venda nos olhos da menina.
Ouvindo no rádio uma recordação da sua sina.
Um antigo hino de Carnaval.
No tom musical do Tom Zé.
Aumentou o som da música do Tom Zé.
Perguntou então do Seu José?
O da Padaria que dividia com o açougue o prédio amarelo.
Grifado 1910 no cimento.
Não queria saber do aumento da inflação.
Só do seu pacote de pão.
De um quilo da alcatra ou de filé mignon.
Pro café da manhã.
E para o almoço.
Que é a única coisa que se repete da mesma forma de quando ele era Moço.
O sino da igreja agora lhe acende uma chama.
E na cama a coberta é mais grossa.
A dor que lhe dá nas costas.
Não provém do colchão.
Vem da idade.
Da saudade da menina com a venda nos olhos na noite de Carnaval.
E o sol que ainda nasce igual.
Chora de saudade.
Numa chuva de verão.
Nas lágrimas dos olhos de um jovem esperto.
De um velho turrão.
A recordação concretizada em cimento no prédio do açougue.
Na receita do Pão.
O que divide o poder de Reação.
De um Jovem para um Velho Turrão.
É desvendar o segredo que existe por trás da venda nos olhos da menina.
Ouvindo no rádio uma recordação da sua sina.
Um antigo hino de Carnaval.
No tom musical do Tom Zé.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A Cirurgia Plática
Entraram juntos na sala de espera do Cirurgião Plástico.
Não se entendiam mais, estavam dispostos a se separar.
Ele que dava personalidade a aquele rosto franzino.
Um não era nada sem o outro.
Era um Nariz de Personalidade, destes que não passam despercebidos.
Destes que o faziam ser reconhecido mesmo quando ele estava de perfil.
O nariz que estava junto com ele nos momentos felizes e tristes.
Como a primeira vez que ele viajou sozinho, quem estava em sua companhia?
O inseparável nariz.
Um nariz de responsabilidade, um nariz de personalidade.
Um nariz destes aduncos que faziam uma grande curva e terminavam por se delinear perto dos lábios.
O nariz que nunca o abandonou, mesmo quando ele foi excluído do time de futebol.
O nariz que estava com ele capaz de proteger um cigarro na sua boca mesmo embaixo de chuva.
Um nariz sábio, com suas aventuras e histórias.
Agora homem e nariz não se entedem mais, prontos para se separar eles que eram carne e cartilagem, agora estavam brigados.
Um homem e seu nariz. Um nariz e seu homem. Grandes amigos, que ainda respiram o mesmo ar. Que estavam juntos quando ele conheceu sua primeira namorada, o nariz que cheirou o cangote da moça.
Que não o abandonou nem quando ele ficou careca.
O nariz que nunca deixou de ser sua principal referência, ele não era reconhecido pela sua careca, mas sim pelo seu nariz.
E quando ele estava se sentindo sozinho, amuado no quarto.
Quem estava com ele?
O inseparável nariz.
Grandes companheiros, parceiros das horas de dor e de alegria.
Mas nada disso parecia importar para aquele homem, porque agora homem e nariz não se entendiam mais.
O Grande nariz, que por si só era uma personalidade.
O Grande nariz, disposto a dar sua vida pelo seu dono.
O nariz de todas as horas, que cheirou os melhores perfumes e auxiliou o paladar a encontrar os melhores sabores.
Homem e nariz, nariz e homem. Que estavam juntos quando ele sentiu vergonha de chegar atrasado na aula particular de química da Jujuzinha.
Um homem e seu brilhante nariz, a horas de assinarem seu divórcio.
Partindo os bens, o nariz que vai embora com a personalidade daquele rosto franzino.
Aquele mesmo nariz que não o abandonou quando ele tirou zero na prova de física.
Que estava com ele até mesmo quando ele se perdeu na selva do seu grupo de amigos escoteiros.
O nariz que o ajudou a acender uma fogueira, que ouviu dele sem deixar de respirar, as maiores besteiras e bobeiras.
Um homem e um nariz prontos para se separarem.
Tudo porque a Tifani sua noiva não gosta dele, tem ciumes daquele nariz adunco. Porque ele chama mais atenção do que a beleza do casal.
Ele nariz que não pediu pra ser autônomo.
Ele nariz que nasceu assim e nunca pediu nada em troca.
Ele nariz que o acompanhou por toda a vida.
Preste a dizer adeus da forma mais cruel e injusta.
Praticamente um aborto legalizado de um personagem que já nasceu.
Não se entendiam mais, estavam dispostos a se separar.
Ele que dava personalidade a aquele rosto franzino.
Um não era nada sem o outro.
Era um Nariz de Personalidade, destes que não passam despercebidos.
Destes que o faziam ser reconhecido mesmo quando ele estava de perfil.
O nariz que estava junto com ele nos momentos felizes e tristes.
Como a primeira vez que ele viajou sozinho, quem estava em sua companhia?
O inseparável nariz.
Um nariz de responsabilidade, um nariz de personalidade.
Um nariz destes aduncos que faziam uma grande curva e terminavam por se delinear perto dos lábios.
O nariz que nunca o abandonou, mesmo quando ele foi excluído do time de futebol.
O nariz que estava com ele capaz de proteger um cigarro na sua boca mesmo embaixo de chuva.
Um nariz sábio, com suas aventuras e histórias.
Agora homem e nariz não se entedem mais, prontos para se separar eles que eram carne e cartilagem, agora estavam brigados.
Um homem e seu nariz. Um nariz e seu homem. Grandes amigos, que ainda respiram o mesmo ar. Que estavam juntos quando ele conheceu sua primeira namorada, o nariz que cheirou o cangote da moça.
Que não o abandonou nem quando ele ficou careca.
O nariz que nunca deixou de ser sua principal referência, ele não era reconhecido pela sua careca, mas sim pelo seu nariz.
E quando ele estava se sentindo sozinho, amuado no quarto.
Quem estava com ele?
O inseparável nariz.
Grandes companheiros, parceiros das horas de dor e de alegria.
Mas nada disso parecia importar para aquele homem, porque agora homem e nariz não se entendiam mais.
O Grande nariz, que por si só era uma personalidade.
O Grande nariz, disposto a dar sua vida pelo seu dono.
O nariz de todas as horas, que cheirou os melhores perfumes e auxiliou o paladar a encontrar os melhores sabores.
Homem e nariz, nariz e homem. Que estavam juntos quando ele sentiu vergonha de chegar atrasado na aula particular de química da Jujuzinha.
Um homem e seu brilhante nariz, a horas de assinarem seu divórcio.
Partindo os bens, o nariz que vai embora com a personalidade daquele rosto franzino.
Aquele mesmo nariz que não o abandonou quando ele tirou zero na prova de física.
Que estava com ele até mesmo quando ele se perdeu na selva do seu grupo de amigos escoteiros.
O nariz que o ajudou a acender uma fogueira, que ouviu dele sem deixar de respirar, as maiores besteiras e bobeiras.
Um homem e um nariz prontos para se separarem.
Tudo porque a Tifani sua noiva não gosta dele, tem ciumes daquele nariz adunco. Porque ele chama mais atenção do que a beleza do casal.
Ele nariz que não pediu pra ser autônomo.
Ele nariz que nasceu assim e nunca pediu nada em troca.
Ele nariz que o acompanhou por toda a vida.
Preste a dizer adeus da forma mais cruel e injusta.
Praticamente um aborto legalizado de um personagem que já nasceu.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Feliz Ano Novo (Série de Ano Novo)
Eu vou arrumar uma boneca que não seja inflável.
Eu vou utilizar o combustível mais inflamável.
Pra incendiar o ano que vem.
Eu quero é começar muito bem.
Eu vou mudar a folha do calendário.
Eu vou votar no menos otário.
Eu vou participar do centenário dos homens de bem.
Eu quero é ficar guardado na sua memória.
Nas páginas de história do ano que vem.
Eu vou trocar o pneu do carro.
Rodar nas ruas de terra.
Nas trilhas de guerra.
Pela paz.
Eu vou é fazer muito mais.
Eu quero conquistar o território.
A simpatia do auditório.
Eu quero é ficar zen.
Eu vou acrescentar teoria nos livros de Buda.
Eu vou filosofar com os monges da sinagoga.
Eu vou plantar uma muda.
Me livrar de quem me confunda.
No caminho do bem.
Eu quero começar muito bem.
E te convido vem.
Olhar a paisagem.
É só o primeiro dia da viagem.
Do ano que vem.
E para quem acreditou que o mundo acabaria agora.
Acordou com o sol lá fora.
Melando os projetos do além.
O latido do cachorro em tom de feliz ano novo.
Te dizendo vem.
Já começou o tal do ano do que vem.
Feche o portão.
Mude sua visão.
Mande um cartão.
Que seja de coração.
Pra quem te quer bem.
Avisando que é hora de começar de novo.
Feliz Ano que vem.
Feliz 2012!
Eu vou utilizar o combustível mais inflamável.
Pra incendiar o ano que vem.
Eu quero é começar muito bem.
Eu vou mudar a folha do calendário.
Eu vou votar no menos otário.
Eu vou participar do centenário dos homens de bem.
Eu quero é ficar guardado na sua memória.
Nas páginas de história do ano que vem.
Eu vou trocar o pneu do carro.
Rodar nas ruas de terra.
Nas trilhas de guerra.
Pela paz.
Eu vou é fazer muito mais.
Eu quero conquistar o território.
A simpatia do auditório.
Eu quero é ficar zen.
Eu vou acrescentar teoria nos livros de Buda.
Eu vou filosofar com os monges da sinagoga.
Eu vou plantar uma muda.
Me livrar de quem me confunda.
No caminho do bem.
Eu quero começar muito bem.
E te convido vem.
Olhar a paisagem.
É só o primeiro dia da viagem.
Do ano que vem.
E para quem acreditou que o mundo acabaria agora.
Acordou com o sol lá fora.
Melando os projetos do além.
O latido do cachorro em tom de feliz ano novo.
Te dizendo vem.
Já começou o tal do ano do que vem.
Feche o portão.
Mude sua visão.
Mande um cartão.
Que seja de coração.
Pra quem te quer bem.
Avisando que é hora de começar de novo.
Feliz Ano que vem.
Feliz 2012!
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