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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A sequência dos passos.

O que você não fez, e que te segue.
O que você fez que a tempos te persegue.
O que não se diz que a tempos você relembra.
Espaço, tempo, pensamento.
O que se contradiz num instante.
O que se diz e você não falou.
O que vc queria ouvir e não escutou.
O que era irreverssível e você consertou.
O que era tão claro e você nunca reparou.
O que era aquele sorriso e o embalo.
Que passou pelos seus braços.
Caminhou nos seus passos.
E de repente andou mais rápido.
Ou mais lento.
A tempo de ficar no pensamento.
O que era inesquecível e você esqueceu.
O que você não fez que te persegue.
O que você fez que a tempos te segue.
O que apareceu.
O que desapareceu.
O que não acordou.
O que despertou.
O que viveu nesse tempo e espaço.
O que não viveu porque não foi permitido.
A não entrada no grupo por falta de um sorriso.
O que ficou de fora por falta de um aviso.
O que se apagou por falta de coragem.
O que se encovardou por excesso de vaidade.
O tempo que se mostrou amigo, traiçoeiro, passageiro.
O sentimento que sobrou no travesseiro.
Na consciência.
Na formação da essência.
O perdão que nunca foi dado.
A boa ação que nunca foi reconhecida.
Acasos e casos da vida.
Passagens rápidas pelas ruas, calçadas e estradas.
Conjuntos, coleções engavetadas, bagunçadas no armário.
Figuras, fotos, músicas.
Sorte, bilhetes, flores, loterias.
Amores, amigos, bijouterias.
Algumas que perdem o brilho e outras que duram como uma jóia rara.
Trabalho, escravidão, senzala.
Luxo, luxúria, cassinos, espaços de lazer.
Hospitais, Boates, Supermercados, Mesas de Jantar.
Por onde seus calçados gastos já foram capazes de pisar.
O crime que não cometeu.
O anjo que te protegeu.
Os segundos contados no relógio de areia.
A mais bela e a mais terrível visão.
O preço de uma recordação.
O sinal no final do túnel.
A luz.
Aumentando na sequencia dos passos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pode vir que eu aguento.

Minta, não fale a verdade.
Escancare os meus defeitos na porta da minha casa, aos seus vizinhos e ouvintes.
Dissipe sua maldade.
Pode vir que eu aguento.
Escancare meus erros e fragilidades em busca de um conforto, uma amizade.
Pode vir que eu aguento.

Porque o meu talento está na porta da Recuperação.
E minha esperança é uma herança de geração.
A minha cura é eficaz a beira da Erupção.
E a fé que tenho é imortal.
Pode vir que eu aguento.

Mostre sua falta de honestidade.
Coloque em cheque minha credibilidade.
Diga que uso drogas, que ando bebendo e que estou perdido. (O Mundo - Capital Inical)
Reclame dos meus gestos de amor.
Porque nunca mandei uma flor.

Crie o descaso da mais nobre situação.
Dissipe meus segredos.
Faça pouco caso da minha intuição.
Mas não se esqueça que o que para alguns é medo.
É para mim motivo de superação.
Pode vir que eu aguento.

Venha com sua mau criação, negatividade e solidão.
Pode vir que eu aguento porque valorizo os pequenos gestos.
E sorrisos felizes.
Primaveras e Verão.
Pode vir que eu tenho proteção.

Pode vir que eu supero.
E espero o tempo necessário para me mostrar mais forte.
Pode vir que eu aguento.
E com o tempo contagio com minha energia.

Pode vir que eu aguento.
Descarregue sua raiva em mim.
O desafio fortalece a minha coragem.
Pode vir que a cada pedra eu construo a estrada.

É assim que eu vivo.
Pode vir pra ver meu comprometimento com a vitória.
A construção do meu campo dos sonhos.
Pode vir que eu aguento.