Eu vou arrumar uma boneca que não seja inflável.
Eu vou utilizar o combustível mais inflamável.
Pra incendiar o ano que vem.
Eu quero é começar muito bem.
Eu vou mudar a folha do calendário.
Eu vou votar no menos otário.
Eu vou participar do centenário dos homens de bem.
Eu quero é ficar guardado na sua memória.
Nas páginas de história do ano que vem.
Eu vou trocar o pneu do carro.
Rodar nas ruas de terra.
Nas trilhas de guerra.
Pela paz.
Eu vou é fazer muito mais.
Eu quero conquistar o território.
A simpatia do auditório.
Eu quero é ficar zen.
Eu vou acrescentar teoria nos livros de Buda.
Eu vou filosofar com os monges da sinagoga.
Eu vou plantar uma muda.
Me livrar de quem me confunda.
No caminho do bem.
Eu quero começar muito bem.
E te convido vem.
Olhar a paisagem.
É só o primeiro dia da viagem.
Do ano que vem.
E para quem acreditou que o mundo acabaria agora.
Acordou com o sol lá fora.
Melando os projetos do além.
O latido do cachorro em tom de feliz ano novo.
Te dizendo vem.
Já começou o tal do ano do que vem.
Feche o portão.
Mude sua visão.
Mande um cartão.
Que seja de coração.
Pra quem te quer bem.
Avisando que é hora de começar de novo.
Feliz Ano que vem.
Feliz 2012!
domingo, 1 de janeiro de 2012
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Cai ne mim ano que vem!
Eu desejei passar no vestibular e tomei bomba em vão.
Eu quis ficar famoso e nem na minha rua sabem a diferença entre eu e meu irmão.
Eu desejei comer do bom e do melhor.
Mas de vez em quando eu passo é fome...
Cade o homem do ano novo então?
Eu quis ficar bonito pra televisão.
Eu quis ganhar na mega sena da virada.
Mas ao invés disso eu só me sentei na calçada.
Da fama do bairro mau.
Eu quis sair no jornal.
Mas não como um marginal.
Eu queria ter trabalhado menos.
Mas o meu chefe me ligou as três da manhã me pedindo uma solução.
Eu disse nãoo nãoo nãooo.
Tá fora então, tá demitido é minha decisão.
Eu disse não não nãooo.
Cadê o homem do ano novo então?
Eu me vesti de branco amarelo e vermelho.
Mas eu só perdi os meus fios de cabelo.
E meus três desejos. Se perderam em vão.
Eu digo não não não.
Cadê o homem do ano novo então?
Se perderam meus planos.
Pisei em enganos.
Mas nos meus passos de cigano.
Mudaram os meus projetos.
Quando eu olhei pra vida e disse sim.
Vem cair em mim.
E na estrada sem paredes.
Eu continuo no ano que vêm
Eu digo vem... cá meu bem.
Guitarra nas costas, coração nas mãos.
Eu procuro flores fora da estação.
E se meu trem não passar por aqui.
Eu penso vamos fugir.
Eu digo sorte vem.
Cair em mim ano que vem.
Feliz 2012!
Eu quis ficar famoso e nem na minha rua sabem a diferença entre eu e meu irmão.
Eu desejei comer do bom e do melhor.
Mas de vez em quando eu passo é fome...
Cade o homem do ano novo então?
Eu quis ficar bonito pra televisão.
Eu quis ganhar na mega sena da virada.
Mas ao invés disso eu só me sentei na calçada.
Da fama do bairro mau.
Eu quis sair no jornal.
Mas não como um marginal.
Eu queria ter trabalhado menos.
Mas o meu chefe me ligou as três da manhã me pedindo uma solução.
Eu disse nãoo nãoo nãooo.
Tá fora então, tá demitido é minha decisão.
Eu disse não não nãooo.
Cadê o homem do ano novo então?
Eu me vesti de branco amarelo e vermelho.
Mas eu só perdi os meus fios de cabelo.
E meus três desejos. Se perderam em vão.
Eu digo não não não.
Cadê o homem do ano novo então?
Se perderam meus planos.
Pisei em enganos.
Mas nos meus passos de cigano.
Mudaram os meus projetos.
Quando eu olhei pra vida e disse sim.
Vem cair em mim.
E na estrada sem paredes.
Eu continuo no ano que vêm
Eu digo vem... cá meu bem.
Guitarra nas costas, coração nas mãos.
Eu procuro flores fora da estação.
E se meu trem não passar por aqui.
Eu penso vamos fugir.
Eu digo sorte vem.
Cair em mim ano que vem.
Feliz 2012!
sábado, 24 de dezembro de 2011
O Passáro.
Refazendo a aerodinamica do seu corpo.
Colocando os ossos no lugar.
Abertura dos braços na horizontal.
Paraquedas pronto para o salto.
Voo de passáro.
Invasão de nuvem.
Pureza do ar.
Liberdade que invade o tempo devagar.
Se desfaz do relógio a pior invenção humana.
Uma vida não se mede nos anos e sim pelos seus feitos, emoções e planos.
Um pássaro nunca deixa de voar.
As voltas de um relógio não o derrubam do céu.
Nem acabam com sua aerodinâmica.
Ele simplesmente faz o que nasceu para fazer.
Não comete o pecado da gula.
Nem passa o seu tempo trabalhando demais.
A moradia da sua família é um ninho.
Seu terreno é no galho de uma árvore.
Simplificando a vida.
Para que sobre tempo somente ao que importa.
Gasta suas horas e sua energia aproveitando o dia.
Porque o resto é só detalhe.
Quando se nasce para voar.
Colocando os ossos no lugar.
Abertura dos braços na horizontal.
Paraquedas pronto para o salto.
Voo de passáro.
Invasão de nuvem.
Pureza do ar.
Liberdade que invade o tempo devagar.
Se desfaz do relógio a pior invenção humana.
Uma vida não se mede nos anos e sim pelos seus feitos, emoções e planos.
Um pássaro nunca deixa de voar.
As voltas de um relógio não o derrubam do céu.
Nem acabam com sua aerodinâmica.
Ele simplesmente faz o que nasceu para fazer.
Não comete o pecado da gula.
Nem passa o seu tempo trabalhando demais.
A moradia da sua família é um ninho.
Seu terreno é no galho de uma árvore.
Simplificando a vida.
Para que sobre tempo somente ao que importa.
Gasta suas horas e sua energia aproveitando o dia.
Porque o resto é só detalhe.
Quando se nasce para voar.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Copa do Mundo - Série de Natal
Se pede um presente social.
Se mede de natureza desigual.
Se envolve com realidade virtual.
Luzes e musicas de Natal.
Brilho nos olhos de uma criança.
A avistar a chaminé.
Sorriso mais puro da infância.
Roubada no sinal.
Desigualdade social.
Presente de Natal.
Copa do Mundo.
Papai Noel Pelé.
Presente nos campos da várzea.
O dom que se escolhe por loteria.
Fagulha de rojão.
Futuro de uma criança sem esperança.
Se lê na bola de futebol.
Ela é a fada dos dentes.
De pobreza desigual.
Cresce Brasil.
Desenvolve nosso futebol.
Nos dá um camisa nove de presente de Natal.
Jogador gosta de bola e carnaval.
Nação Brasil se arruma pra copa do Mundo.
Nação Zumbi.
Chega de ser escravo do Mundo.
Nação Futebol.
Nos dá o presente de Natal.
Copa do Mundo.
Coca Cola e Carnaval.
Eu quero mais é presente de Natal.
Brasil superfatura a copa do mundo.
Desigualdade Social.
Papai Noel Pelé.
Nos dá um camisa nove de presente de Natal.
Quero um centroavante para Presidente.
Deputado Estadual.
Rei momo do Carnaval.
Se mede de natureza desigual.
Se envolve com realidade virtual.
Luzes e musicas de Natal.
Brilho nos olhos de uma criança.
A avistar a chaminé.
Sorriso mais puro da infância.
Roubada no sinal.
Desigualdade social.
Presente de Natal.
Copa do Mundo.
Papai Noel Pelé.
Presente nos campos da várzea.
O dom que se escolhe por loteria.
Fagulha de rojão.
Futuro de uma criança sem esperança.
Se lê na bola de futebol.
Ela é a fada dos dentes.
De pobreza desigual.
Cresce Brasil.
Desenvolve nosso futebol.
Nos dá um camisa nove de presente de Natal.
Jogador gosta de bola e carnaval.
Nação Brasil se arruma pra copa do Mundo.
Nação Zumbi.
Chega de ser escravo do Mundo.
Nação Futebol.
Nos dá o presente de Natal.
Copa do Mundo.
Coca Cola e Carnaval.
Eu quero mais é presente de Natal.
Brasil superfatura a copa do mundo.
Desigualdade Social.
Papai Noel Pelé.
Nos dá um camisa nove de presente de Natal.
Quero um centroavante para Presidente.
Deputado Estadual.
Rei momo do Carnaval.
A árvore de Natal. (Dezembro é mês da série de Natal)
Se perdeu o respeito, não há mais o que recuperar.
Se o brilho já sumiu do seu olhar.
Eu deixo você ir.
Feito enfeite de natal.
A luz se apaga e se acende em outro carnaval.
E não espero confetes.
O que eu quero no presente é só voltar a acreditar.
Como uma criança que aguarda o papai Noel.
Eu tenho a crença.
Que o tempo vai me mostrar a diferença.
Me mostrando mais gente com menos medo.
Menos segredos.
Com a pureza da magia escondida na alegria da simplicidade.
Ao invés de fantasiar a realidade.
Agora eu quero fazer da realidade a minha fantasia.
E da minha janela.
Eu so quero enchergar a luz dos passos na calçada.
O caminho das pessoas de bem.
Pode ser só minha intuição.
Mas o tempo, é quem se encarrega de me guiar.
Ao encontro do que eu perdi e do que irei conquistar.
Alegria Traduzida nos traços da minha mãe, esculpdidos no meu rosto.
O gosto de vencer com meu esforço.
Deixei de me impressionar pela luz da bola de cristal.
Hoje me encantam muito mais os enfeites de natal.
As surpresas da vida.
Que estão nos presentes escondidos no caminho.
Eu deixo você ir embora.
Vai agora.
Eu te encontro em outro carnaval.
Seja feliz no seu caminho.
Busque outro carinho.
Me deixe sozinho.
Conte comigo apenas como um amigo.
Esse é o meu momento.
De descobrir que em toda ida e volta.
Existe uma oportunidade de recomeço.
Não quero mais viver sua incerteza.
Sua falta na minha mesa.
Eu quero a beleza.
Da alegria.
Das luzes que depois da escuridão iluminam.
Os enfeites de Natal.
Se o brilho já sumiu do seu olhar.
Eu deixo você ir.
Feito enfeite de natal.
A luz se apaga e se acende em outro carnaval.
E não espero confetes.
O que eu quero no presente é só voltar a acreditar.
Como uma criança que aguarda o papai Noel.
Eu tenho a crença.
Que o tempo vai me mostrar a diferença.
Me mostrando mais gente com menos medo.
Menos segredos.
Com a pureza da magia escondida na alegria da simplicidade.
Ao invés de fantasiar a realidade.
Agora eu quero fazer da realidade a minha fantasia.
E da minha janela.
Eu so quero enchergar a luz dos passos na calçada.
O caminho das pessoas de bem.
Pode ser só minha intuição.
Mas o tempo, é quem se encarrega de me guiar.
Ao encontro do que eu perdi e do que irei conquistar.
Alegria Traduzida nos traços da minha mãe, esculpdidos no meu rosto.
O gosto de vencer com meu esforço.
Deixei de me impressionar pela luz da bola de cristal.
Hoje me encantam muito mais os enfeites de natal.
As surpresas da vida.
Que estão nos presentes escondidos no caminho.
Eu deixo você ir embora.
Vai agora.
Eu te encontro em outro carnaval.
Seja feliz no seu caminho.
Busque outro carinho.
Me deixe sozinho.
Conte comigo apenas como um amigo.
Esse é o meu momento.
De descobrir que em toda ida e volta.
Existe uma oportunidade de recomeço.
Não quero mais viver sua incerteza.
Sua falta na minha mesa.
Eu quero a beleza.
Da alegria.
Das luzes que depois da escuridão iluminam.
Os enfeites de Natal.
domingo, 20 de novembro de 2011
O Milagre da Vida
Da mesma forma que se mede o tamanho de um milagre.
Da esponja que se molha com vinagre.
Deve ser respeitado o dom da vida.
A arte da cura.
O talento o esforço a mistura.
A herança da paz.
O dom da sensibilidade.
A energia da crença.
A força da fé.
O resultado da luta.
A sensação que resulta na consciência tranquila.
Na paz interior.
Que vem do respeito do amor.
Ao próximo.
Do amor a si próprio.
Do amor que constrói amor.
Da loucura mais sensata.
Que elimina a vaidade.
Que vem do pensamento, no jardim.
O aumento dos raios de sol na tarde, que invade.
O dever cumprido.
O sorriso mais puro.
O coração seguro.
No lar, no ar, na conversa na mesa do almoço.
Na vida, que ilumina com sua luz.
A estrela que guia até o menino Jesus.
O tempo que passa.
A vontade de viajar.
De conhecer o mundo, desbravar.
Fixar residência.
Formar família.
Proteger sua filha.
A fórmula de ficar zen provém do bem.
Envelhecer construindo história.
Solidificar memória.
Lembranças das glórias.
Que todos contam com orgulho.
Tornando o passado inspirador do futuro.
Porque você sorriu quando ao invés de água bebeu vinagre.
E fez de uma vida simples um Milagre.
Da esponja que se molha com vinagre.
Deve ser respeitado o dom da vida.
A arte da cura.
O talento o esforço a mistura.
A herança da paz.
O dom da sensibilidade.
A energia da crença.
A força da fé.
O resultado da luta.
A sensação que resulta na consciência tranquila.
Na paz interior.
Que vem do respeito do amor.
Ao próximo.
Do amor a si próprio.
Do amor que constrói amor.
Da loucura mais sensata.
Que elimina a vaidade.
Que vem do pensamento, no jardim.
O aumento dos raios de sol na tarde, que invade.
O dever cumprido.
O sorriso mais puro.
O coração seguro.
No lar, no ar, na conversa na mesa do almoço.
Na vida, que ilumina com sua luz.
A estrela que guia até o menino Jesus.
O tempo que passa.
A vontade de viajar.
De conhecer o mundo, desbravar.
Fixar residência.
Formar família.
Proteger sua filha.
A fórmula de ficar zen provém do bem.
Envelhecer construindo história.
Solidificar memória.
Lembranças das glórias.
Que todos contam com orgulho.
Tornando o passado inspirador do futuro.
Porque você sorriu quando ao invés de água bebeu vinagre.
E fez de uma vida simples um Milagre.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Lendas ao redor de um Chafariz Central. ( Quem conta um conto ganha um ponto! )
Meu nome é Ezequiel, mas isto não faz a menor importância, desde que comecei a busca pelo mistério escondido no chafariz da praça Central. Tudo começou numa cadeira de auditório.
Eu tenho a visão do sucesso...
Eu sou a visão do mundo...
Eu tenho a visão do sucesso...
Eu sou a visão do mundo...
Algumas pessoas pensam...
Outras imitam...
Algumas pessoas pensam...
Outras imitam...
Essas eram as últimas palavras que ecoavam em minha cabeça, durante a palestra do Dr Stuart até adormecer durante a palestra, e sonhar com uma praça e uma Igreja, que me pareciam familiar mesmo sabendo que nunca havia passado por um lugar assim.
Acordei aos berros do palestrante que se empolgava a medida que a palestra prosseguia me retirei do salão, e foi neste momento que decidi ir para Minas Gerais.
Não sei porque escolhi as cidades de Minas Gerais. Talvez todas as cidades do mundo poderiam ter uma praça e uma igreja. Sai com todas minhas economias e uma única mochila, alguns diziam que era um momento sabástico. Eu acredito que era apenas minha intuição.
Deixei para trás um apartamento velho herdado de herança e um emprego mais ou menos rentável em uma empresa de nome.
Agora que tudo o que sou ficou no passado e as imagens que circulavam na minha cabeça eram Uma igreja, Uma praça, Uma Igreja Uma Praça... Um chafariz em noite de lua cheia.
Viajei por quatorze longas horas...
A minha passagem era até Belo Horizonte, mas fiquei em uma cidadezinha um pouco antes. Onde então comecei a minha busca pelo mundo que visualizei no dejavú.
O que ao mesmo tempo me excita nesta busca, é o que me traz a paz e a tranquilidade que provém do sono.
Já era noite pedi por um táxi, fui até um hotel foi lá que pela primeira vez vi Francisco Alves, ou como depois comecei a chamá-lo Chico Alves, ele era pesquisador de todas as diferentes formas de vida, e estava lá em busca de reconhecimento, sucesso e dinheiro dizia ter encontrado naquela cidadezinha um tipo raro de flor, que traria a cura de vários males da humanidade.
Chico era um homem simples, com seus desenhos e planos. Muitas vezes suas idéias surgiam na mesa de um bar cujo a vista era o chafariz de uma pequena praça central.
Algumas vezes nos sentavamos ali, e conversamos a manhã toda enquanto tomávamos café, ele falava sem parar sobre seu inusitados projetos. O indaguei sobre o sucesso e o dinheiro que poderia conquistar quando ele disse:
- Porque as pessoas sonham com muito dinheiro, sucesso e fama se no final das contas o que todo mundo deseja mesmo pode estar mais perto do que imaginamos...
Neste dia percebi aquela era realmente a praça dos meus sonhos.
E então pensamos por varias e varias horas nas coisas que mais tinha importância para nós andamos pela cidade pacata com poucos habitantes.
E por ali percebemos a existência da fé, até nos passos dos meninos negros sem camisa que jogavam descalços uma especie de futebol onde uma laranja havia virado bola...
A vida que ali passava a cada por do sol e a cada noite em que se nascia bela e linda a lua... E sob a noite de estrelas estava o misterioso e belo chafariz com o qual eu sonhei noites e mais noites.
Quando decidi cortar o cabelo e a barba que estavam consideravelmente grandes conheci o Melquíades.
Um dos distintos tipos que circulavam o chafariz da praça. O Melquíades usava um colete por debaixo do blaser marrom e um óculos redondo com armação fina. Tinha uma barba grande e bem desenhada. Usava um chapéu e um relógio de bolso parecido com o de Santos Dumont.
Melquíadas havia ultrapassado a barreira dos cinqüenta anos, e vivia ali cortando mais e mais cabelos, mesmo quando o seu porte fino, sugiria que ele estava na profissão errada, pois lembrava o porte de um talentoso professor.
Um homem inteligente Melquíades influênciava com seus estudos e sua prática no corte de cabelo de salão as pesquisas de Chico Alves para encontrar um remédio que fosse totalmente eficaz, também contra a calvice e a queda dos cabelos.
Eles sonhavam em produzir uma capsula que multiplicasse as células do folículo capilar. E para tal invento a água que faria parte do produto necessitaria de uma gota do líquido que jorra do misterioso chafariz da praça central.
Todos tinham um anseio todos tinham um desejo, todos se interligavam ao chafariz da praça central.
Certo dia encontrei Chico Alves eufórico, ele havia coseguido progredir em seus estudos o liquido extraido das flores e testado em animais fazia com eles ficassem mais dispostos, mais rápidos, mais jovens... reagissem quando estavam doentes ou com sintomas de depressão.
Procuramos Melquíades para testar o invento nos homens calvos que frequentavam seu salão, pois segundo Chico, aquele invento também solucionaria de uma vez por todas a queda dos cabelos.
Foi quando soubemos que a descoberta chegou um pouco tarde para Melquíades o seu coração havia parado de funcionar minutos antes...
Trouxemos o invento elaborado com água do chafariz até o salão. Por um minuto Melquíades reagiu ao emplasto e soltou suas últimas palavras:
- Existe um anjo vcs não conseguem percebê-lo? Um anjo, cujo o rosto é formado pelas águas do chafariz na praça central.
Então fechou novamente os olhos, num semblante calmo, de uma vez por todas.
Certa noite, fui em busca das imagens estampadas nas últimas palavras de Melquíades. Estiquei minhas calças até a canela. E foi então que a vi... Cabelos compridos e sorriso fácil, rosto puro como água. Maria Estela vinha solidificar as imagens mal formadas em meus sonhos.
Preenchendo uma vida cujo o relógio do tempo continua a correr como uma fonte de água que jorra cada vez menos líquido.
Eu tenho a visão do sucesso...
Eu sou a visão do mundo...
Eu tenho a visão do sucesso...
Eu sou a visão do mundo...
Algumas pessoas pensam...
Outras imitam...
Algumas pessoas pensam...
Outras imitam...
Essas eram as últimas palavras que ecoavam em minha cabeça, durante a palestra do Dr Stuart até adormecer durante a palestra, e sonhar com uma praça e uma Igreja, que me pareciam familiar mesmo sabendo que nunca havia passado por um lugar assim.
Acordei aos berros do palestrante que se empolgava a medida que a palestra prosseguia me retirei do salão, e foi neste momento que decidi ir para Minas Gerais.
Não sei porque escolhi as cidades de Minas Gerais. Talvez todas as cidades do mundo poderiam ter uma praça e uma igreja. Sai com todas minhas economias e uma única mochila, alguns diziam que era um momento sabástico. Eu acredito que era apenas minha intuição.
Deixei para trás um apartamento velho herdado de herança e um emprego mais ou menos rentável em uma empresa de nome.
Agora que tudo o que sou ficou no passado e as imagens que circulavam na minha cabeça eram Uma igreja, Uma praça, Uma Igreja Uma Praça... Um chafariz em noite de lua cheia.
Viajei por quatorze longas horas...
A minha passagem era até Belo Horizonte, mas fiquei em uma cidadezinha um pouco antes. Onde então comecei a minha busca pelo mundo que visualizei no dejavú.
O que ao mesmo tempo me excita nesta busca, é o que me traz a paz e a tranquilidade que provém do sono.
Já era noite pedi por um táxi, fui até um hotel foi lá que pela primeira vez vi Francisco Alves, ou como depois comecei a chamá-lo Chico Alves, ele era pesquisador de todas as diferentes formas de vida, e estava lá em busca de reconhecimento, sucesso e dinheiro dizia ter encontrado naquela cidadezinha um tipo raro de flor, que traria a cura de vários males da humanidade.
Chico era um homem simples, com seus desenhos e planos. Muitas vezes suas idéias surgiam na mesa de um bar cujo a vista era o chafariz de uma pequena praça central.
Algumas vezes nos sentavamos ali, e conversamos a manhã toda enquanto tomávamos café, ele falava sem parar sobre seu inusitados projetos. O indaguei sobre o sucesso e o dinheiro que poderia conquistar quando ele disse:
- Porque as pessoas sonham com muito dinheiro, sucesso e fama se no final das contas o que todo mundo deseja mesmo pode estar mais perto do que imaginamos...
Neste dia percebi aquela era realmente a praça dos meus sonhos.
E então pensamos por varias e varias horas nas coisas que mais tinha importância para nós andamos pela cidade pacata com poucos habitantes.
E por ali percebemos a existência da fé, até nos passos dos meninos negros sem camisa que jogavam descalços uma especie de futebol onde uma laranja havia virado bola...
A vida que ali passava a cada por do sol e a cada noite em que se nascia bela e linda a lua... E sob a noite de estrelas estava o misterioso e belo chafariz com o qual eu sonhei noites e mais noites.
Quando decidi cortar o cabelo e a barba que estavam consideravelmente grandes conheci o Melquíades.
Um dos distintos tipos que circulavam o chafariz da praça. O Melquíades usava um colete por debaixo do blaser marrom e um óculos redondo com armação fina. Tinha uma barba grande e bem desenhada. Usava um chapéu e um relógio de bolso parecido com o de Santos Dumont.
Melquíadas havia ultrapassado a barreira dos cinqüenta anos, e vivia ali cortando mais e mais cabelos, mesmo quando o seu porte fino, sugiria que ele estava na profissão errada, pois lembrava o porte de um talentoso professor.
Um homem inteligente Melquíades influênciava com seus estudos e sua prática no corte de cabelo de salão as pesquisas de Chico Alves para encontrar um remédio que fosse totalmente eficaz, também contra a calvice e a queda dos cabelos.
Eles sonhavam em produzir uma capsula que multiplicasse as células do folículo capilar. E para tal invento a água que faria parte do produto necessitaria de uma gota do líquido que jorra do misterioso chafariz da praça central.
Todos tinham um anseio todos tinham um desejo, todos se interligavam ao chafariz da praça central.
Certo dia encontrei Chico Alves eufórico, ele havia coseguido progredir em seus estudos o liquido extraido das flores e testado em animais fazia com eles ficassem mais dispostos, mais rápidos, mais jovens... reagissem quando estavam doentes ou com sintomas de depressão.
Procuramos Melquíades para testar o invento nos homens calvos que frequentavam seu salão, pois segundo Chico, aquele invento também solucionaria de uma vez por todas a queda dos cabelos.
Foi quando soubemos que a descoberta chegou um pouco tarde para Melquíades o seu coração havia parado de funcionar minutos antes...
Trouxemos o invento elaborado com água do chafariz até o salão. Por um minuto Melquíades reagiu ao emplasto e soltou suas últimas palavras:
- Existe um anjo vcs não conseguem percebê-lo? Um anjo, cujo o rosto é formado pelas águas do chafariz na praça central.
Então fechou novamente os olhos, num semblante calmo, de uma vez por todas.
Certa noite, fui em busca das imagens estampadas nas últimas palavras de Melquíades. Estiquei minhas calças até a canela. E foi então que a vi... Cabelos compridos e sorriso fácil, rosto puro como água. Maria Estela vinha solidificar as imagens mal formadas em meus sonhos.
Preenchendo uma vida cujo o relógio do tempo continua a correr como uma fonte de água que jorra cada vez menos líquido.
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