quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Açai na Tigela

Maduro ou não.
Compacto ou Hatch.
Saudável ou Health.
O que importa mesmo é se tá tudo bem.
Se o porta mala é espaçoso.
Se a cabeça tá cheia do ciclo vicioso.
A primavera vem trazendo o bem.
Anunciando dias de Verão com flores da estação.
Onde se pega o Trem.
Da imaginação livre, saudável e fértil.
Como a terra que acolhe a semente da esperança.
Uma herança de Deus.
Nasce nos braços de um filho, que não foge a luta.
Mais que quer ter seus dias de paz.
Seu contato com a natureza, a beleza mais rara.
E se estuda uma forma de contar uma nova história.
Através de revistas virtuais.
Hoje eu vejo tudo sem sair do lugar.
Eu prevejo o futuro sem me desligar do retrô.
E se ninguém me escutou não faz a menor diferença.
A ausência já ficou pra traz.
Eu quero é me aproximar de pessoas que encontraram a paz.
Nos mecanismos naturais.
Eu me orgulho de procurar um objetivo e alcançar no presente o que antes era futuro.
E a luz ilumina tudo o que era escuro.
E eu agora enxergo o outro lado do muro.
Não estou velho.
Só um pouco mais maduro.
Não sou mais prepotente e inseguro.
Nem me sinto tão potente com meu motor 2.0.
Só espero que meu carro seja Compacto ou Hatch
Que o porta malas esteja vazio de tanta confusão.
Que minha vida seja Health.
Tomando meu suco de kiwi.
Com sandalias de praia, agua de coco e colar do hawaii.
Já foi meu tempo de tomar suco de berinjela.
Eu quero mais um pouco de açai na tigela.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Oculos Virtuais 3D.

Ser adulto, jovem adolescente oculto.
Criança perdida sozinha na sala de um cinema.
Onde o tema é mais profundo.
Uma visão geral do mundo atual nos anos sessenta.
No novo século tudo se reinventa.
E o final feliz nem sempre é a dois, feijão com arroz.

É tão bom morar sozinho e te encontrar só depois.
O nosso filho mora comigo e com você.
Tem duas casas pra receber, seus amigos, adolescentes perdidos.
De divorcios falidos.
Cidades e Conflitos.
Todos iguais.

Mais meu cachorro é fiel demais.
Ele me deixa tão em paz.
E eu cuido dele, foi meu melhor presente no dia dos pais.
Na minha tv 60 polegadas 3D um vídeo me leva até você.

Sinto até o cheiro daquele bolo de chocolate com fubá da vovó.
E me lembro que tenho algo parecido da Nestle.
Porque no meu mundo tudo já vem pronto com o simbolo da propaganda de TV.
E o que eu tenho com você são fotos que não ocupam um décimo do meu HD.
Porque sou tão moderno, tão esperto, tão correto.
Tão relacionavel em companhias virtuais.

Todos meus amigos são tão legais.
E pra acabar com esta paz.
O barulho do meu home que se comunica por bluetooth com a minha tv.
Sincronizado comigo e com você.
Tá 11 a 0 pra mim no placar no meu jogo de celular.
Eu já visualizei.

E já fiquei feio demais.
Quando pensei igual aos meus ancestrais.
Foi que percebi ser mais feliz sendo moderno como os animais.
E se alguem se deu bem demais.
É meu cachorro que não dorme mais do lado de fora.

Divide comigo a coca cola.
Abre todos os dias a felicidade.
Matando a necessidade de cuidar de alguém.
De querer bem quem te quer bem.

Num latido, num sorriso, num vídeo, numa imagem.
Numa cabana, numa vila, numa tela, a vida passa
tão rápido e bela quando a realidade chega perto demais.
E eu uso meus óculos virtuais 3D.

domingo, 20 de maio de 2012

A Rainha da Paz

Passou mais um dia.
Em que a terra girou e não me apresentaram a sua nova versão visual.
Preferia o antigo modelo de mundo intelectual.
Internamente incomodado por seus tremores e vulcões.
Temos sorte demais de deixar o passado pra trás.
Porque no presente sempre existe uma oportunidade de paz.
E a fé se apresenta da maneira mais certa.
Controla a erupção e deixa a porta aberta.
Para uma nova oportunidade.
De retomar uma vida concreta.
Porque nem sempre a palavra correta te garante um lugar na fila da frente.
Deixe ela caminhar a sua frente.
Ela vai andando entre todos pisoteando a cabeça da serpente.
Com fé.
Ela é seu escudo na luta.
Não te deixa olhar pra o passado porque não mais importa.
Intercedendo por nós Maria a rainha da paz.
A mulher que conduz ao menino Jesus.
No fim da caverna escura ela é a luz em mais uma batalha de guerra interna.
Que te levanta quando cai te tornando tão forte quanto a um urso.
Te coloca de volta no caminho da luta.
Que você segue até encontrar seu pote de mel.
Seu pedaço de céu.
Na vida que se ajusta.
Na beleza mais justa.
Na sua ação e conduta.
Mesmo não falando o mesmo idioma na Torre de Babel.
Você é uma celebridade pra quem te olha lá do céu.
No roteiro da vida.
Buscando ser o exemplo mais profundo dentro de casa.
Num mundo de guerra lutando pela paz.
Vencendo os obstáculos e os monstros que habitam os castelos de papel.
Onde os reis de mentira não conseguem compreender que quem governa a luz.
É Maria ao lado de Jesus.
A Rainha da Paz.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O Lobisomem - Série Bruto Rústico e Sistemático.

Eu podia sentir no ar.
Lobisomen em noite chuvosa de lua cheia tem cheiro de cachorro molhado.
O barulho no telhado.
O uivo do perturbado.
Eu estava disposto a vingar o sumiço do seu tio avô Juca.
Todos os dias que via a moto do Juca no celeiro.
Eu esperava ansioso pra enfrentar aquele pesadelo.
Eu armei meu rifle com uma só bala de prata.
Galo nenhum ia sumir mais do galinheiro.
Eu estava no celeiro esperando ele abrir a porta.
Rifle apontado na direção da fechadura.
Pilão com luz acesa.
Para assustar o bicho da escuridão.
Ninguém passa seu avô para trás.
Aqui o fumo de palha é de folha de macacheira.
Aqui a bota é de couro de jacaré.
Aqui Crocodilo Dundee é um piá de prédio.
Comigo não ia ter vez.
Para aquele bicho esquisito.
Lobisomen não é homem para enfrentar o filho da bisavó Anastácia.
O irmão do seu tio avô Juca.
Meu rifle faz mais estrago que uma bazuca.
E meu santo é do mato.
É do encaixe é do pasto.
É São Jorge no Cavalo.
É uma coruja em noite de tocaia.
Vem pro celeiro seu maldito demônio de pelo.
Eu estava com meu chapéu e minha velha calça jeans.
Então o ranger de madeira cedendo.
A ansiedade correndo a pele, a porta do celeiro abrindo.
Eu esperei ele se aproximar pronto para atirar.
A testa do animal do mal na minha mira.
Mas eu queria era olhar o bicho no olho.
E foi então que vi um olhar familiar.
Os olhos verdes da sua bisavó Anastácia.
Herdados no DNA do tio avô Juca.
Eu fiquei hipnotizado.
Rifle apontado para fechadura.
Enquanto o lobisomem.
Fugia com a moto do celeiro.

domingo, 1 de abril de 2012

Bola de Cristal

Uma bola de futebol bate na janela do meu quarto.
Pulo da cama no susto.
E lá fora tá ele.
Um garoto com um olhar fixo.
Está ali a pedir a bola.
Talvez um futuro jogador de futebol.
Talvez um futuro homem mau... Detonador de janelas alheias.
Não, não com aquele olhar.
Eu conheço um olhar bom quando vejo um.
Talvez fosse a reencarnação de Buda.
Nem tanto.
Talvez só um garoto sem futuro.
Ou um futuro pacifista.
Um díscipulo de Mahatma Gandi.
Um grande líder.
Um líder do bem.
Um governante.
Um presidente.
Um idealista.
Talvez um médico, um analista, um dentista.
Talvez me ajude a carregar a sacola do mercado quando velho.
Talvez lidere um exército.
Talvez ordene que baixem as armas.
Talvez conquiste almas.
Ou seja apenas um brilhante jogador de futebol.
Talvez só queira de volta o objeto do jogo.
Talvez seja destaque na escola.
Ou um predestinado.

Olho bem fixo nos olhos dele, pra entender em qual estrada ele vai seguir.

- Pai devolve logo essa bola!

sábado, 3 de março de 2012

Mortais

Inspirado na músicas 3x4 - Engenheiros do Hawaii

Feitos do melhor material.
Concretos cimentados com sonhos reais.
Atos naturais.
Perfeitos por não sermos iguais.
Inperfeitos mais todos normais.
Fazemos o nosso melhor.
Somos aquilo que não se pode perder.
Seguros, imaturos e maduros de mais.
Conhecidos de outros carnavais.
Pra nos merecer tem que ser capaz.
De mostrar um coração puro.
Um carater afiado e amolado na espada de um guerreiro.
Somos herdeiros do bem natural.
Do mundo real.
De coração sobrenatural.
Porque nascemos para fazer o melhor.
Acreditamos por não deixar de buscar.
Vivemos colados na luta.
Legendários de fé e esperança.
Colecionadores de almas.
Protegidos pelo escudo esculpido por Deus.
Somos o que não se pode impedir.
O que pediu pra nascer.
O que sente prazer em existir.
Somos o caminho natural.
O que torna um passo imortal.
Somos o melhor material mortal.
Somos o que se pode aprender.
O que não tem medo de errar.
O que se torna capaz de vencer.
Antes mesmo da luta começar.
Somos as palavras mais sábias.
Somos os erros mais simples.
Os videntes do passado.
Os que não tem medo do futuro.
Somos perfeitos a luz dos olhos teus.
Somos claros e escuros seguros e indecisos.
Somos passado e futuro.
Somos alma e coração.
Somos a solidão a dois, somos escuro.
Somos a companhia mais clara, a luz que brilha no fim do túnel.
A idéia mais rara.
A prevenção do futuro.
Somos previnidos e precavidos demais.
Somos livres no mundo.
Somos dos grandes centros, do mar.
Do interior das capitais.
Somos todos iguais e nada normais.
Somos normais por não sermos iguais.
Somos apenas mortais.
Capazes de criar reações imortais.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Máscara de Carnaval (Linha Retrô)

Correu até o rádio.
Aumentou o som da música do Tom Zé.
Perguntou então do Seu José?
O da Padaria que dividia com o açougue o prédio amarelo.
Grifado 1910 no cimento.
Não queria saber do aumento da inflação.
Só do seu pacote de pão.
De um quilo da alcatra ou de filé mignon.
Pro café da manhã.
E para o almoço.
Que é a única coisa que se repete da mesma forma de quando ele era Moço.
O sino da igreja agora lhe acende uma chama.
E na cama a coberta é mais grossa.
A dor que lhe dá nas costas.
Não provém do colchão.
Vem da idade.
Da saudade da menina com a venda nos olhos na noite de Carnaval.
E o sol que ainda nasce igual.
Chora de saudade.
Numa chuva de verão.
Nas lágrimas dos olhos de um jovem esperto.
De um velho turrão.
A recordação concretizada em cimento no prédio do açougue.
Na receita do Pão.
O que divide o poder de Reação.
De um Jovem para um Velho Turrão.
É desvendar o segredo que existe por trás da venda nos olhos da menina.
Ouvindo no rádio uma recordação da sua sina.
Um antigo hino de Carnaval.
No tom musical do Tom Zé.